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EDITORIAL
Semear um bilhão de árvores em 2007, é uma meta estabelecida pelas NU
para todo o Mundo, um compromisso que será preciso não descurar pelos líderes
mundiais e a sociedade civil, para salvar o planeta, mesmo com as inúmeras
desafios, a serem concretizados até 2015, contudo, até 2012, o mundo
deverá ter reduzido as emissões de gazes causadoras do aquecimento.
Moçambique, lançou no princípio deste ano, uma
Campanha Nacional de Plantio de árvores, lançada pelo Presidente da República,
aquando da abertura do ano lectivo Escolar, com o lema “Educar, é
Semear para Colher”, e mais recentemente, este compromisso ultrapassou
as obrigações do Estado e alargou-se
ao sector privados, caso de mCel, que juntou-se aos objectivos do MICOA
para criação de Espaços Verdes nas escolas. Este projecto, tem como
Patrona, a Primeira Dama da República, que na sua alocução, durante o
lançamento deste projecto, mostrou-se preocupada pela danificação das
florestas, chamando assim à responsabilidade de todos os sectores da vida
do país, em especial a Escola, ao amor pela árvore, cabendo aos
educadores ensinar às crianças a importância que a mesma possui.
É educando a criança que teremos uma sociedade
com valores, pois, “é de pequeno que se torce o Pepino”, impedir que
a criança cresça sem os valores duma nação duma sociedade e, saber
gerir os recursos naturais no nosso entender, devia ser considerado
“Crime”.
São as crianças de hoje que enfrentarão os
problemas de amanhã que resultarão de mudanças climáticas, mas também
são as crianças que sofrem hoje o drama de perderem os pais vitimados
pelo HIV/SIDA, isto demostra que a conduta moral do homem define o seu
presente bem como o seu futuro.
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STOP SIDA.
CUMPRA A PROMESSA
O
Mundo celebrou o 1º de Dezembro, Dia Mundial de combate ao SIDA,
sob o Lema “Stop SIDA. Cumpra a Promessa”. Para o efeito,
a UNISIDA anunciou estar a desenvolver uma ampla campanha mundial,
para levar a mensagem de consciencialização de todos sobre os
perigos desta pandemia, quando se calcula que até finais de 2005,
25 milhões de pessoas morreram por causa desta doença desde o
primeiro diagnóstico em 1982. Neste momento, cerca de 38,6milhões
de pessoas estão infectados com o HIV/SIDA no mundo.
Actualmente,
mais do que nunca, a comunidade mundial tem canalizado mais fundos
para a detecção desta doença e, mais organizações ligadas ao
combate do SIDA multiplicam-se em todo o mundo, medidas contrariadas
pelo aumento dos índices de seroprevalência e contaminação por
cada dia. Assim a Campanha Mundial, pretende apoiar as vozes dos
activistas que surgem cada ano para travar a pandemia.
Como
objectivos, a campanha visa assegurar que os políticos cumpram as
promessas feitas nesta área, promover a responsabilidade, combater
o estigma e descriminação, reduzindo os impactos em mulheres e
crianças.
ESCOLA VERDE. ESCOLA GIRA
Um
projecto para trazer Escolas Ecológicas ao país
Escolas Ecológicas, e que poderão gerar auto
rendimento para a dieta dos alunos, pequenos “petizes” nasceu
recentemente em Moçambique, numa iniciativa do MICOA em parceria e
apoio financeiro da Empresa moçambicana de Telefonia Móvel (mCel),
e colaboração do MEC e MINAG. Este projecto, nasce com a
assinatura em Outubro passado, dum memorando entre o MICOA e a mCel,
cujos objectivos são contribuir para o Desenvolvimento económico e
social do país através da divulgação de mensagens de preservação
do ambiente junto das crianças nas Escolas, com vista a incuti-las
a cultura de conservação e utilização sustentável dos recursos
naturais, formação para a melhoria da qualidade de vida, da sua
família, da comunidade e do país, contribuir para o melhoramento
das condições ambientais e de dieta alimentar das crianças nas
escolas e das suas famílias, contribuir para o melhoramento das
infra-estruturas básicas das escolas, despertar e estimular a
consciência dos jovens para a necessidade de preservar e conservar
os espaços verde nas escolas e nas suas comunidades. É igualmente
uma resposta aos compromissos assumidos pelas Nações Unidas através
da Convenção para as mudanças Climáticas, para conter as actuais
tendências de mudanças climáticas,
reduzindo a emissão do dióxido de carbono à atmosfera,
cujos efeitos são já visíveis pela subida dos níveis do mar,
desaparecimento do gelo nos glaciares, desaparecimento de muita
fauna e flora. Moçambique já se encontra em bom caminho nos
objectivos da Campanha lançada recentemente pelo PNUMA de em 2007
plantar um bilião de árvores no mundo, um mecanismo que visa
reduzir os impactos do aquecimento Global.
Este
projecto irá conferir às escolas do país, uma capacidade de as
crianças crescerem com hábitos de plantio de árvores, numa proporção
“Uma criança, uma árvore” com a finalidade de melhoria de
dieta nas crianças que estarão envolvidas, e a capitalização de
um fundo que possa beneficiar as escolas adquirido diverso material
escolar.
Segundo
disse o Ministro para a Coordenação da Acção Ambiental, o Dr
Luciano de Castro, na cerimónia de lançamento ocorrido em
Vilanculo, a iniciativa, nasceu duma profunda reflexão que o MICOA
tem feito para implementar o consagrado no programa do Governo, que
é prestar especial atenção às crianças e “fazer da Escola
onde o povo vai tomar o poder” parafraseando o saudoso Presidente
Samora Machel.
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Gerir recursos para gerar
rendimentos
O
Ministro, disse ainda que, da reflexão que existiu entre o MICOA e a Mcel,
concluiu-se que envolvendo a criança, pode-se garantir sustentabilidade
para o futuro ao nível da localidade, da Escola, do Distrito e do país,
transmitindo lhe conhecimentos de como mais tarde virá gerir esses
recursos para promover o Desenvolvimento. Para Luciano de Castro, há
necessidade de que seja criada nas crianças, a consciência da grande
batalha do nosso país que é o combate à pobreza absoluta, baseada nos
recursos disponíveis. Apelou ainda para que seja libertada a iniciativa
criadora das crianças, promover a sua capacidade motora, para que ela
promova o saber, produza conhecimentos, para aplicá-los neste processo de
combate à pobreza.
Para
impulsionar e motivar as crianças para as actividades deste projecto, foi
escolhida a figura da Primeira Dama da República pela sua abnegação e
dedicação à causa e criança saudável, pois, segundo o Ministro, é
uma figura carismática inquestionável que saberá aglutinar todos os
interesses almejados. Para se
ir ao encontro da sua dimensão, deve-se produzir resultados muito
concretos e, replicá-los a outras escolas
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CRIAR ESPAÇOS VERDES NAS ESCOLAS
Melhorando a dieta
alimentar e o ambiente
- Primeira Dama da República
de Moçambique
O projecto Escola Verde - Escola Gira, cujo lançamento contou com a
presença da Primeira Dama da República, Patrona do Projecto, do Ministro
para a Coordenação da Acção Ambienta, Vice-Ministro da Educação e
Cultura, o Governador da Província de Inhambane, Presidente do Conselho
de Administração da mCel, Administrador do Distrito de Vilanculo,
Presidente do Conselho Municipal de Vilanculo,
e
diversos convidados. As partes intervenientes aceitaram levar a bom termos
os compromissos assumidos para a salvaguarda dos valores sócio económicos
do país, envolvendo as comunidades em especial as crianças na produção
de culturas de rendimento.
A Primeira Dama, disse ser objectivo conciliar com a
competição, a criação de espaços verdes, sensibilizar a comunidade
escolar sobre a importância de levar avante a produção alimentar ao
mesmo tempo que seja preservado o ambiente.
Segundo
Da Luz, a Escola como centro de reprodução de conhecimento, cabe-lhe a
tarefa de replicar as boas acções na comunidade onde se insere, para além
de que funciona como polo de desenvolvimento onde se buscam novos
conhecimentos.
Só
com um esforço coordenado entre os Ministérios envolvidos e a mCel,
pode-se garantir a redução da pobreza, levando para junto das
comunidades a água, Escolas, Hospitais, reduzindo as enormes distâncias
que estas percorrem para conseguí-los.
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A ESCOLA COMO CENTRO DE MULTIPLICAÇÃO DO SABER
Deve ensinar as
crianças a conservar os recursos naturais
A Patrona do Projecto, Escola Verde
– Escola Gira, recordou que a melhor Escola não só é aquela
que nos ensina a ler, a escrever, a contar, mas sim aquela que
ensina a promover valores patrióticos, ensina a auto estima. Uma
boa Escola ensina a respeitar os mais velhos, a respeitar os
professores, os país, avós. A Escola deve ensinar as crianças
ainda pequenas a conservar, a utilizar dum modo sustentável os
recursos naturais. Transmitir às crianças o que deve ser feito
para evitar as queimadas, o porquê de evitar,
o quê se perde com as queimadas, o que faz perder a vegetação,
pois, é fazendo queimada que se perde a mata, plantas medicinais.
Os solos ficam impróprio para agricultura, e empobrece as áreas
aráveis, “o que derrubamos hoje, vamos precisar amanhã para
nos protegermos do sol, para construirmos casas, e para fazermos a
nossa mobília, por isso as nossas escolas devem ensinar as crianças
que se nós cortarmos uma árvore para qualquer necessidade que
for, temos que voltar a plantar outra, substituir a árvore
derrubada”, advertiu da Luz.
Referiu
ainda que a Escola é o local que detêm uma multiplicidade de
valores dos diversos campos de aprendizagem, como é o uso dos
recursos alimentares disponíveis como mandioca, folhas de
mandioqueira, batata doce abóbora, a couve, para melhorar a dieta
alimentar. Por isso, as Escolas devem ser o exemplo da vida, o
local onde as comunidades vão aprender como viverem melhor, ter a
comida com uma boa nutrição.
Apelou
ainda as Direcções de todas as escolas e as instituições
parceiras, a envolverem-se através deste projecto para a erradicação
da pobreza, fazendo com que esta iniciativa se estenda a nível
nacional.
QUEIMADAS DESCONTROLADAS
CDS-RN defende
uma estratégia envolvente
A
partilha de experiências sobre o combate a queimadas
descontroladas, que são registadas duma forma crescente por todo
o país, com o pico a registar-se nos meses de Agosto a Outubro,
juntou no dia 20 de Novembro de 2006, o CDS-RN e as Direcções
Nacionais de Promoção Ambiental, Gestão dos Recursos Naturais
e, Ordenamento Territorial, para juntos encontrar contribuições
que vão de acordo com uma estratégia de combate às queimadas
descontroladas.
Na
ocasião, o Dr. Julião Moisés, técnico do CDS, apresentou a
estratégia adoptada pelo Centro, para fazer face às queimadas,
uma estratégia que já está em implementação no Distrito de
Sussundenga. Para além da informação escrita, a estratégia
adoptada pelo CDS, inclui cartazes com gravuras e dizeres de como
abordar o assunto às comunidades, para entenderem a problemática
do fogo.
Para
a produção da referida estratégia, o CDS tomou em consideração
os aspectos referentes aos principais problemas em relação as
queimadas descontroladas, as acções que já haviam sido levadas
a cabo para gestão dos fogos, os grupos que mais fazem queimadas,
os motivos, os impactos positivos e negativos.
PENALIZAR
A QUEM FAZ AS QUEIMADAS DESCONTROLADAS
Código
Penal é Omissa
Classificar uma queimada descontrolada como crime,
afigura-se como medida adequada que os Comités de Gestão dos
Recursos Naturais defendem para travar os desmandos nas florestas.
Contudo, a ausência dum dispositivo legal para proceder
criminalmente contra os infractores, faz com que estes fiquem
impunes às autoridades, o que alicia a cometerem mais danos deste
género. Em Sussundenga, onde funciona um Comité de Gestão dos
Recursos Naturais, a comunidade quando encontra alguém a atear
fogo na mata, tem algumas medidas punitivas, que entretanto as
autoridades administrativas consideram incorrectas por não haver
uma lei para o efeito, pois, muitas das vezes, a policia e as
autoridades administrativas mandaram soltar os que encontravam-se
a cumprir algumas sanções comunitárias.
O AMOR
DOS PAÍS PARA COM OS FILHOS
Pode ajudar a reduzir
as contaminações com o SIDA –
Defende a Primeira Dama Maria da Luz Guebuza
A Primeira Dama da República de Moçambique, Maria da Luz
Guebuza, afirmou em Vilanculo, província de Inhambane, à margem
do lançamento do concurso Escola Verde - Escola
Gira, que se os pais tiverem amor com os seus filhos, terão uma
conduta moral, social que possa evitar a sua contaminação pelo
HIV/SIDA, pois, com a morte destes, muitas crianças vêm os seus
direitos relegados, passando a sujeitarem-se a trabalho infantil,
abandonando a Escola, lançando-se ao consumo de droga, ou
tornando-se prematuramente Chefes de famílias.
“É
preciso que os país tenham amor com os seus filhos, o que fará
com que evitem morrer de SIDA e deixarem crianças órfãos,
“pelo amor aos filhos, os pais podem ter uma consciência e pena
de deixar crianças pequenas desorientadas”, convidou a
sociedade a encontrar um termo suave para designar as crianças órfão,
porque segundo disse, o termo órfão piora a sua condição de
sofredoras.
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