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Actualização: segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

 

 

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 EDITORIAL

 Semear um bilhão de árvores em 2007, é uma meta estabelecida pelas NU para todo o Mundo, um compromisso que será preciso não descurar pelos líderes mundiais e a sociedade civil, para salvar o planeta, mesmo com as inúmeras desafios, a serem concretizados até 2015, contudo, até 2012, o mundo deverá ter reduzido as emissões de gazes causadoras do aquecimento.

Moçambique, lançou no princípio deste ano, uma Campanha Nacional de Plantio de árvores, lançada pelo Presidente da República, aquando da abertura do ano lectivo Escolar, com o lema “Educar, é Semear para Colher”, e mais recentemente, este compromisso ultrapassou as obrigações do Estado e  alargou-se ao sector privados, caso de mCel, que juntou-se aos objectivos do MICOA para criação de Espaços Verdes nas escolas. Este projecto, tem como Patrona, a Primeira Dama da República, que na sua alocução, durante o lançamento deste projecto, mostrou-se preocupada pela danificação das florestas, chamando assim à responsabilidade de todos os sectores da vida do país, em especial a Escola, ao amor pela árvore, cabendo aos educadores ensinar às crianças a importância que a mesma possui.

É educando a criança que teremos uma sociedade com valores, pois, “é de pequeno que se torce o Pepino”, impedir que a criança cresça sem os valores duma nação duma sociedade e, saber gerir os recursos naturais no nosso entender, devia ser considerado “Crime”.

São as crianças de hoje que enfrentarão os problemas de amanhã que resultarão de mudanças climáticas, mas também são as crianças que sofrem hoje o drama de perderem os pais vitimados pelo HIV/SIDA, isto demostra que a conduta moral do homem define o seu presente bem como o seu futuro.

 

STOP SIDA. CUMPRA A PROMESSA

O Mundo celebrou o 1º de Dezembro, Dia Mundial de combate ao SIDA,  sob o Lema “Stop SIDA. Cumpra a Promessa”. Para o efeito, a UNISIDA anunciou estar a desenvolver uma ampla campanha mundial, para levar a mensagem de consciencialização de todos sobre os perigos desta pandemia, quando se calcula que até finais de 2005, 25 milhões de pessoas morreram por causa desta doença desde o primeiro diagnóstico em 1982. Neste momento, cerca de 38,6milhões de pessoas estão infectados com o HIV/SIDA no mundo.

Actualmente, mais do que nunca, a comunidade mundial tem canalizado mais fundos para a detecção desta doença e, mais organizações ligadas ao combate do SIDA multiplicam-se em todo o mundo, medidas contrariadas pelo aumento dos índices de seroprevalência e contaminação por cada dia. Assim a Campanha Mundial, pretende apoiar as vozes dos activistas que surgem cada ano para travar a pandemia.

Como objectivos, a campanha visa assegurar que os políticos cumpram as promessas feitas nesta área, promover a responsabilidade, combater o estigma e descriminação, reduzindo os impactos em mulheres e crianças.

ESCOLA VERDE. ESCOLA GIRA

Um projecto para trazer Escolas Ecológicas ao país

  Escolas Ecológicas, e que poderão gerar auto rendimento para a dieta dos alunos, pequenos “petizes” nasceu recentemente em Moçambique, numa iniciativa do MICOA em parceria e apoio financeiro da Empresa moçambicana de Telefonia Móvel (mCel), e colaboração do MEC e MINAG. Este projecto, nasce com a assinatura em Outubro passado, dum memorando entre o MICOA e a mCel, cujos objectivos são contribuir para o Desenvolvimento económico e social do país através da divulgação de mensagens de preservação do ambiente junto das crianças nas Escolas, com vista a incuti-las a cultura de conservação e utilização sustentável dos recursos naturais, formação para a melhoria da qualidade de vida, da sua família, da comunidade e do país, contribuir para o melhoramento das condições ambientais e de dieta alimentar das crianças nas escolas e das suas famílias, contribuir para o melhoramento das infra-estruturas básicas das escolas, despertar e estimular a consciência dos jovens para a necessidade de preservar e conservar os espaços verde nas escolas e nas suas comunidades. É igualmente uma resposta aos compromissos assumidos pelas Nações Unidas  através da Convenção para as mudanças Climáticas, para conter as actuais tendências de mudanças climáticas,  reduzindo a emissão do dióxido de carbono à atmosfera, cujos efeitos são já visíveis pela subida dos níveis do mar, desaparecimento do gelo nos glaciares, desaparecimento de muita fauna e flora. Moçambique já se encontra em bom caminho nos objectivos da Campanha lançada recentemente pelo PNUMA de em 2007 plantar um bilião de árvores no mundo, um mecanismo que visa reduzir os impactos do aquecimento Global.

Este projecto irá conferir às escolas do país, uma capacidade de as crianças crescerem com hábitos de plantio de árvores, numa proporção “Uma criança, uma árvore” com a finalidade de melhoria de dieta nas crianças que estarão envolvidas, e a capitalização de um fundo que possa beneficiar as escolas adquirido diverso material escolar. 

Segundo disse o Ministro para a Coordenação da Acção Ambiental, o Dr Luciano de Castro, na cerimónia de lançamento ocorrido em Vilanculo, a iniciativa, nasceu duma profunda reflexão que o MICOA tem feito para implementar o consagrado no programa do Governo, que é prestar especial atenção às crianças e “fazer da Escola onde o povo vai tomar o poder” parafraseando o saudoso Presidente Samora Machel.

 

  Gerir recursos para gerar rendimentos

  O Ministro, disse ainda que, da reflexão que existiu entre o MICOA e a Mcel, concluiu-se que envolvendo a criança, pode-se garantir sustentabilidade para o futuro ao nível da localidade, da Escola, do Distrito e do país, transmitindo lhe conhecimentos de como mais tarde virá gerir esses recursos para promover o Desenvolvimento. Para Luciano de Castro, há necessidade de que seja criada nas crianças, a consciência da grande batalha do nosso país que é o combate à pobreza absoluta, baseada nos recursos disponíveis. Apelou ainda para que seja libertada a iniciativa criadora das crianças, promover a sua capacidade motora, para que ela promova o saber, produza conhecimentos, para aplicá-los neste processo de combate à pobreza.

Para impulsionar e motivar as crianças para as actividades deste projecto, foi escolhida a figura da Primeira Dama da República pela sua abnegação e dedicação à causa e criança saudável, pois, segundo o Ministro, é uma figura carismática inquestionável que saberá aglutinar todos os interesses almejados.  Para se ir ao encontro da sua dimensão, deve-se produzir resultados muito concretos e, replicá-los a outras escolas

 

CRIAR ESPAÇOS VERDES NAS ESCOLAS

Melhorando a dieta alimentar e o ambiente

- Primeira Dama da República de Moçambique

 O projecto Escola Verde - Escola Gira, cujo lançamento contou com a presença da Primeira Dama da República, Patrona do Projecto, do Ministro para a Coordenação da Acção Ambienta, Vice-Ministro da Educação e Cultura, o Governador da Província de Inhambane, Presidente do Conselho de Administração da mCel, Administrador do Distrito de Vilanculo, Presidente do Conselho Municipal de Vilanculo, e diversos convidados. As partes intervenientes aceitaram levar a bom termos os compromissos assumidos para a salvaguarda dos valores sócio económicos do país, envolvendo as comunidades em especial as crianças na produção de culturas de rendimento.

A Primeira Dama, disse ser objectivo conciliar com a competição, a criação de espaços verdes, sensibilizar a comunidade escolar sobre a importância de levar avante a produção alimentar ao mesmo tempo que seja preservado o ambiente.

Segundo Da Luz, a Escola como centro de reprodução de conhecimento, cabe-lhe a tarefa de replicar as boas acções na comunidade onde se insere, para além de que funciona como polo de desenvolvimento onde se buscam novos conhecimentos.

Só com um esforço coordenado entre os Ministérios envolvidos e a mCel, pode-se garantir a redução da pobreza, levando para junto das comunidades a água, Escolas, Hospitais, reduzindo as enormes distâncias que estas percorrem para conseguí-los.

A ESCOLA COMO CENTRO DE MULTIPLICAÇÃO DO SABER

Deve ensinar as crianças a conservar os recursos naturais

 A Patrona do Projecto, Escola Verde – Escola Gira, recordou que a melhor Escola não só é aquela que nos ensina a ler, a escrever, a contar, mas sim aquela que ensina a promover valores patrióticos, ensina a auto estima. Uma boa Escola ensina a respeitar os mais velhos, a respeitar os professores, os país, avós. A Escola deve ensinar as crianças ainda pequenas a conservar, a utilizar dum modo sustentável os recursos naturais. Transmitir às crianças o que deve ser feito para evitar as queimadas, o porquê de evitar,  o quê se perde com as queimadas, o que faz perder a vegetação, pois, é fazendo queimada que se perde a mata, plantas medicinais. Os solos ficam impróprio para agricultura, e empobrece as áreas aráveis, “o que derrubamos hoje, vamos precisar amanhã para nos protegermos do sol, para construirmos casas, e para fazermos a nossa mobília, por isso as nossas escolas devem ensinar as crianças que se nós cortarmos uma árvore para qualquer necessidade que for, temos que voltar a plantar outra, substituir a árvore derrubada”, advertiu da Luz.

Referiu ainda que a Escola é o local que detêm uma multiplicidade de valores dos diversos campos de aprendizagem, como é o uso dos recursos alimentares disponíveis como mandioca, folhas de mandioqueira, batata doce abóbora, a couve, para melhorar a dieta alimentar. Por isso, as Escolas devem ser o exemplo da vida, o local onde as comunidades vão aprender como viverem melhor, ter a comida com uma boa nutrição.

Apelou ainda as Direcções de todas as escolas e as instituições parceiras, a envolverem-se através deste projecto para a erradicação da pobreza, fazendo com que esta iniciativa se estenda a nível nacional.

QUEIMADAS DESCONTROLADAS

CDS-RN defende uma estratégia envolvente

  A partilha de experiências sobre o combate a queimadas descontroladas, que são registadas duma forma crescente por todo o país, com o pico a registar-se nos meses de Agosto a Outubro, juntou no dia 20 de Novembro de 2006, o CDS-RN e as Direcções Nacionais de Promoção Ambiental, Gestão dos Recursos Naturais e, Ordenamento Territorial, para juntos encontrar contribuições que vão de acordo com uma estratégia de combate às queimadas descontroladas.

Na ocasião, o Dr. Julião Moisés, técnico do CDS, apresentou a estratégia adoptada pelo Centro, para fazer face às queimadas, uma estratégia que já está em implementação no Distrito de Sussundenga. Para além da informação escrita, a estratégia adoptada pelo CDS, inclui cartazes com gravuras e dizeres de como abordar o assunto às comunidades, para entenderem a problemática do fogo.

Para a produção da referida estratégia, o CDS tomou em consideração os aspectos referentes aos principais problemas em relação as queimadas descontroladas, as acções que já haviam sido levadas a cabo para gestão dos fogos, os grupos que mais fazem queimadas, os motivos, os impactos positivos e negativos.

 

PENALIZAR A QUEM FAZ AS QUEIMADAS DESCONTROLADAS

Código Penal é Omissa

 Classificar uma queimada descontrolada como crime, afigura-se como medida adequada que os Comités de Gestão dos Recursos Naturais defendem para travar os desmandos nas florestas. Contudo, a ausência dum dispositivo legal para proceder criminalmente contra os infractores, faz com que estes fiquem impunes às autoridades, o que alicia a cometerem mais danos deste género. Em Sussundenga, onde funciona um Comité de Gestão dos Recursos Naturais, a comunidade quando encontra alguém a atear fogo na mata, tem algumas medidas punitivas, que entretanto as autoridades administrativas consideram incorrectas por não haver uma lei para o efeito, pois, muitas das vezes, a policia e as autoridades administrativas mandaram soltar os que encontravam-se a cumprir algumas sanções comunitárias.

O  AMOR DOS PAÍS PARA COM OS FILHOS

Pode ajudar a reduzir as contaminações com o SIDA – Defende a Primeira Dama Maria da Luz Guebuza

 A Primeira Dama da República de Moçambique, Maria da Luz Guebuza, afirmou em Vilanculo, província de Inhambane, à margem do lançamento do concurso Escola Verde -  Escola Gira, que se os pais tiverem amor com os seus filhos, terão uma conduta moral, social que possa evitar a sua contaminação pelo HIV/SIDA, pois, com a morte destes, muitas crianças vêm os seus direitos relegados, passando a sujeitarem-se a trabalho infantil, abandonando a Escola, lançando-se ao consumo de droga, ou tornando-se prematuramente Chefes de famílias.

“É preciso que os país tenham amor com os seus filhos, o que fará com que evitem morrer de SIDA e deixarem crianças órfãos, “pelo amor aos filhos, os pais podem ter uma consciência e pena de deixar crianças pequenas desorientadas”, convidou a sociedade a encontrar um termo suave para designar as crianças órfão, porque segundo disse, o termo órfão piora a sua condição de sofredoras.

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